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August 17, 2011

I know I’m the most absolute downfall,
but I don’t, I don’t, I don’t wanna fall from grace…

August 11, 2011

- Stop.
- Why?
- Don’t treat me as if I’ve not known love. I’ve known it in its most fabulous and painful forms, I’ve been in the eye of the storm as well as I’ve experienced the serenity. I have my very own ghosts. I’ve been fiercely envolved with the most powerful men, my soul has been intensely corrupted, yet my body, as you see, remains the same. So, please, just don’t.

October 25, 2010

The Greatest Storyteller

Ela sentou-se na banqueta de madeira e passou a olhar pela janela. Fitava algum ponto sem importância da paisagem pálida, pensei, embora o sol me impedisse de enxergar seu rosto. Ouvi seus pensamentos:

“Acho que, ao fim e ao cabo, somos mesmo fracos. Covardes, de certa forma. Somos parecidos demais, cópias antigas de papel carbono que, da maneira mais dolorosa e ridícula possível, enfraquecem até desaparecer.

(…)

Alguma coisa se quebrou naquele dia. De fato, estamos quebrados; desmanchando, aos poucos. Não conhecemos a fúria do mundo, não vimos guerra alguma, não encontramos a podridão, não fomos apunhalados, não sujamos nossas mãos de sangue - talvez você o tenha feito, mas eu não conheço esse seu eu -, não testemunhamos qualquer tipo de mácula ou desgraça cair sobre nossas cabeças. Não teríamos direito algum de sentir tamanha dor, no entanto, experimentamos algum tipo de violência extrema e dela nunca mais nos separamos. Estamos infestados, saturados, recheados dessa violência, até o nível mais profundo de nossas almas, carregamos nos olhos toda a brutalidade crua e - sobretudo - cruel a que fomos expostos.

Saudade, sentimos tanta saudade. Não sabemos dizer o que foi perdido, não sabemos onde, não sabemos quando. Mas sentimos a falta, colossal, mais pesada do que o mundo, mais fria do que toda a indiferença, mais asfixiante, mais cortante, mais sem sentido, mais…
Ora, we are people so deeply addicted to pain.

Eu sei contar todas as estórias de amor do mundo. É uma pena…”

June 21, 2010

Fim de Tarde

- Vá devagar.
Disse, num tom bem baixo. Tinha as pálpebras parcialmente cerradas, seus cabelos grisalhos refletiam o entardecer num brilho dourado. Lembro-me muito bem de seus cílios, longos e claros, dançando à cada pestanejar. E lembro-me de seus olhos, recheados por calmaria e milhares de pores-do-sol.
- Não precisa engolir o mundo inteiro de uma vez. Ele é grande demais e você ainda é pequena demais… vá devagar.